Ondas acústicas de alta energia aplicadas sobre o tecido lesionado reativam a resposta de reparo em estruturas que entraram em estagnação. Aqui elas nunca são o tratamento inteiro — são a parte que destrava o resto.
Tendões e fáscias com sobrecarga de longa data entram num estado em que a inflamação passou, mas o reparo também parou. O tecido fica degenerado, sensível e sem estímulo para se reorganizar. É a fase em que repouso não melhora e alongamento não resolve.
A onda de choque entrega um pulso mecânico controlado a essa região. Isso aumenta o fluxo sanguíneo local, estimula a atividade celular de reparo e altera a sinalização de dor no tecido tratado. Na prática: o corpo volta a tratar aquele ponto como algo a ser reconstruído.
O que a onda de choque não faz é ganhar força ou corrigir o que causou a sobrecarga. Por isso ela entra sempre acompanhada de exercício terapêutico e, quando indicado, ajuste de pisada.
A indicação sai da avaliação, não da queixa. Toque para ver o raciocínio de cada caso.
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Há desconforto durante a aplicação, e ele é esperado. A intensidade é ajustada ao seu limite, sessão por sessão, e cessa quando o aparelho para.
Sensibilidade local nas horas seguintes é normal. Você não precisa parar de trabalhar, treinar leve ou dirigir.
A resposta varia com o tecido tratado e o tempo de dor. O ganho continua depois do fim das aplicações, porque o reparo do tecido segue acontecendo — e é reavaliado com os mesmos testes da avaliação inicial.